25.5.17

a eloquente linguagem do silêncio...


 


É difícil explicar por palavras o quanto aprecio o silêncio, o quanto desejo o silêncio. É difícil explicar o quanto amo a eloquente linguagem do silêncio. No silêncio, os gestos revelam os sentimentos na sua plenitude. No silêncio a simplicidade torna-se a narrativa, e o menos, o mais ínfimo dos gestos, revela o mais profundo do ser, a sua verdadeira grandiosidade. No silêncio um simples sorriso, ou um simples olhar, ganham a grandeza da sublime obra poética. No silêncio escutamo-nos, escutamo-Lo, mas também nos contamos, nos revelamos. No silêncio amamos.
Os outros guardam de mim o que sou e não o que conto, não guardam as minhas palavras. Os outros guardam de mim os meus gestos de amor, guardam de mim a verdade. E se eu não fizer primeiramente essa descoberta do amor, a descoberta do Cristo Ressuscitado, que este tempo pascal que vivemos me desafia a experimentar, os meus gestos serão ocos de sentido.

Também por tudo isto, este último mês tem sido um riquíssimo período de profundo silêncio, incluindo aqui no blog. Não tem sido um tempo vazio, antes pelo contrário, os milhares de quilómetros percorridos, os desafios sucessivos que me têm sido feitos, as lutas (umas mais conseguidas outras menos), mas sobretudo as pessoas com quem tenho cruzado a minha existência em todos estes lugares, atestam que estou a viver um período de verdadeira graça, um período em que a força do espírito verdadeiramente se tem manifestado no silêncio do meu coração…

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